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À beira-mar

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Mensagem por Admin em Sab Mar 07, 2015 9:44 pm

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Luanda é de longe a cidade da lusofonia mais confusa que conheço, incomparavelmente mais confusa que São Paulo, por exemplo. É o caos materializado no trânsito, nos horários, nos compromissos, nos preços e na simplicidade da maioria das pessoas que pelas suas ruas se arrastam.

Admiro os que largam a sua zona de conforto e se aventuram naquele caos que parece premeditado. Parece porque lhe dá encanto, porque lhe dá alma e personalidade. Não temos tempo para pensar, não temos tempo para relaxar nem executar com rigor qualquer plano que tracemos. É sempre emendado, alterado e ajustado à boa maneira lusófona. Luanda é um jogo de aparências entre o que se tem e o que se mostra que não se tem. No fundo um espelho do que somos e do que nos rodeia. Deixa-nos exaustos e carentes de um momento de silêncio. A escassos 100 quilómetros de Luanda encontramos um paraíso. Cabo Ledo de seu nome, de tons paradisíacos, águas mornas e gentes simples, que com o adensar do fim-de-semana se transforma numa pequena Luanda, com as gentes emprestadas e que trazem consigo o caos da cidade.

Ainda assim, tranquiliza a alma e descansa o corpo da batalha semanal. Podemos pensar e desfrutar do silêncio de um pôr do Sol à beira-mar. Ajuda a recarregar energias e organizar ideias. Foi o que fiz antes de regressar a Lisboa. Descobri o que não sabia, percebi o que não entendia e acima de tudo vi o que queria. À beira-mar as nossas vidas tendem a mudar, como se de uma tradição se tratasse. Trago de lá essa serenidade, o aconchego da areia quente e as conversas alheias que a suave brisa transporta. Trago a clareza de um segredo desvendado e a certeza de um caminho reencontrado.

Escreve ao sábado

Por Filipe Baptista
publicado em 7 Mar 2015 - 08:00
Jornal i

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