Procurar
Tópicos semelhantes
Entrar
Últimos assuntos
Tópicos mais visitados
Quem está conectado?
Há 441 usuários online :: 0 registrados, 0 invisíveis e 441 visitantes :: 1 motor de buscaNenhum
O recorde de usuários online foi de 864 em Sex Fev 03, 2017 11:03 pm
Desafios Securitários Das Empresas
Página 1 de 1
Desafios Securitários Das Empresas
No mercado competitivo e global atual, qualquer empresa que queira vingar tem obrigatoriamente de incluir as questões de segurança no seu planeamento estratégico. E não basta a inclusão simplista de uma política de segurança, considerando apenas dois ou três segmentos dos vários que a compõem, pois neste caso apenas se estarão a desperdiçar recursos, mas sim de uma verdadeira política de segurança integrada, contemplando as questões da inteligência de segurança, análise de risco, planeamento estratégico e tático, políticas e procedimentos de segurança e conjugação de todos os vetores de segurança – física, eletrónica, informática, da informação, das pessoas, pessoal, etc.
Estas exigências securitárias assumem particular relevância para aquelas empresas cuja área de negócio pode ser considerada como setor estratégico, infraestrutura crítica ou potencial infraestrutura crítica, áreas em que as regras de segurança são ainda mais criteriosas, por imposição legal. Neste caso, cabe aos operadores destas estruturas a responsabilidade de elaboração de um Plano de Segurança integrado e que, enquadrado no espírito da legislação aplicável, deverá privilegiar medidas de antecipação em detrimento de medidas de reação ou de controlo de danos. De fato, estas estruturas, pelos danos potenciais que quebras de segurança (acidentais ou não) às suas instalações podem provocar, não podem negligenciar a sua responsabilidade social quer para com os seus funcionários quer para com as populações onde estão inseridas – recorde-se aqui, a propósito, o recente caso da “Legionella”, em Vila Franca de Xira, do qual resultaram diversas mortes.
Dentro da sua área de atuação, as autoridades portuguesas parecem sintonizadas com esta importância crescente da segurança. Para além do acervo legislativo nacional estar perfeitamente atualizado com as exigências comunitárias no que concerne à segurança de infraestruturas críticas e outros setores sensíveis, também se têm procedido, principalmente nos últimos dois anos, a diversas reformulações do regime jurídico aplicável à atividade da segurança privada, reformulações estas que se consubstanciaram, por exemplo, na imposição de medidas de segurança obrigatórias para certas atividades, a adoção de novas exigências para as empresas que operam neste setor, resultando em maior rigor na concessão de licenças de operação, bem como em novas competências, como a elaboração de estudos e planos de segurança.
Estas alterações demonstram a consciência relativamente ao caráter obrigatoriamente progressista das políticas de segurança privada, considerada como subsidiária e complementar da segurança pública, devido à crescente complexidade dos fatores de risco e ao caráter mutável das ameaças que se colocam à sociedade, em geral, e às empresas, em particular.
Considerando tudo isto, os responsáveis corporativos, com destaque para as empresas que atuam em setores estratégicos ou de infraestruturas críticas, têm a responsabilidade de escolher entre a continuação da aplicação de políticas de segurança sectoriais, parciais e incompletas ou a adoção de políticas de segurança integrada, que permitirão eliminar o diferencial que se verifica entre o nível de segurança existente e o necessário e adequado, bem como reduzir o custo financeiro das atuais práticas securitárias nas empresas.
Jorge Silva Carvalho
Consultor especialista em inteligência competitiva, segurança e estratégia
30 Janeiro, 2015 00:20
OJE.pt
Tópicos semelhantes
» Estado paga mais tarde às empresas (é o decapitação da economia nacional nas maiorias empresas)
» Empresas com 600 mil euros para potenciar exportações no Douro e Trás os Montes "Como a viciação entre as empresas e a politica regional/nacional"
» Empresas inovadoras: empresas disciplinadas
» Empresas com 600 mil euros para potenciar exportações no Douro e Trás os Montes "Como a viciação entre as empresas e a politica regional/nacional"
» Empresas inovadoras: empresas disciplinadas
Página 1 de 1
Permissões neste sub-fórum
Não podes responder a tópicos
Qui Dez 28, 2017 3:16 pm por Admin
» Apanhar o comboio
Seg Abr 17, 2017 11:24 am por Admin
» O que pode Lisboa aprender com Berlim
Seg Abr 17, 2017 11:20 am por Admin
» A outra austeridade
Seg Abr 17, 2017 11:16 am por Admin
» Artigo de opinião de Maria Otília de Souza: «O papel dos custos na economia das empresas»
Seg Abr 17, 2017 10:57 am por Admin
» Recorde de maior porta-contentores volta a 'cair' com entrega do Maersk Madrid de 20.568 TEU
Seg Abr 17, 2017 10:50 am por Admin
» Siemens instalou software de controlo avançado para movimentações no porto de Sines
Seg Abr 17, 2017 10:49 am por Admin
» Pelos caminhos
Seg Abr 17, 2017 10:45 am por Admin
» Alta velocidade: o grande assunto pendente
Seg Abr 17, 2017 10:41 am por Admin