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Antes que seja tarde!

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Mensagem por Admin Qua Mar 08, 2017 12:34 pm

A ideia de que nos podem enrolar a nós, como se fôssemos lorpas, há muito que nos desafina a capacidade de aguentar e pode descambar para a intolerância.

Andava a oposição engalfinhada à cata de sms, eis senão quando explodiu o caso dos offshore.

O governo abençoou a sorte, e tudo indicava que se ia dar início a um novo folhetim do género passa-culpas. Pelo andar da carruagem, porém, tudo leva a crer que estamos perante algo muito mais intrincado e mesmo perverso. Desde as justificações atabalhoadas do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais – do governo anterior – até às estranhamente cordatas afirmações do atual, quando ouvidos na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, ficou a saber-se que, das declarações offshore não tratadas pelo fisco, a maior parte tinha relação com o GES – grupo a que pertencia o BES –, ao mesmo tempo que vinha a confirmar-se que o governador do Banco de Portugal teria tido conhecimento do que haveria de ser revelado quase um ano depois e, como se não bastasse, que no âmbito da Operação Marquês, alegadamente, novos casos de corrupção terão sido identificados, casos esses que também estarão relacionados com o dito GES. Ora bem, a presunção de inocência tem de ser respeitada, mas... esta meada toda emaranhada que se afigura difícil de desvencilhar tem todo o ar de ter sido dobada com essa intenção e, se não for tudo muito bem explicado, faz inchar o sentimento de que a impunidade continua a andar à solta.

À solta é bom que ande o bem comum, que de maus exemplos estamos nós fartos, e boas notícias não trazem prejuízo ao país. Pelo contrário. Demos então um salto ao Porto, outra vez melhor destino turístico europeu.

O dia estava ensolarado e nem uma brisa bulia. As caprichosas árvores da avenida, a imitar bonsais em ponto grande, passe a contradição, debitavam alguma sombra, pouca, no pavimento, elas que ali são mais afeitas às zonas relvadas. À distância, mar e céu confundiam-se, distinguindo-se apenas tons de azul: o do mar fundo, o do céu limpo e o de transição, lá longe, mais claro, entre os dois elementos, água e ar. Na linha do horizonte, a silhueta imperfeita de navios rumando ao porto – no caso, o de Leixões. Na praia quase deserta traquinavam pequenos grupos de crianças cujos pais, repimpados sob os guarda-sóis das esplanadas repletas, lhes iam deitando o rabo do olho, enquanto o marulhar baixinho das tímidas ondas se desenrolava na areia. De quando em vez, gaivotas, pombos e outros pássaros riscavam o céu em acrobacias e chilreios, e desapareciam. Até que a maré começou a vazar e, ainda assim, a brisa a dar o ar de sua graça, o rendilhado de espuma branca a crescer, as ondas a ganhar vida, devagarinho, e a esparramar-se nas rochas que encontravam pelo caminho em espalhafatos de espuma. A tarde a escorrer, o sol a escorregar e a pincelar os azuis, de amarelo-dourado primeiro e de laranja-fulvo depois.

O mar enrola na areia, diz a cantiga, mas a ideia de que nos podem enrolar a nós, como se fôssemos lorpas, há muito que nos desafina a capacidade de aguentar e pode descambar para a intolerância, como se tem visto por aí. Daí ao antipartidarismo desenfreado vai um pulo e acaba por ser tudo, e todos, metido no mesmo saco. É quando os populismos franqueiam a passagem e nos assaltam a casa.

E, depois, de nada valem as trancas à porta. Foi tarde demais.

Gestora, Escreve quinzenalmente

08/03/2017
Maria Helena Magalhães 
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