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Mensagem por Admin Qui Fev 19, 2015 1:36 pm

Se todo o empenho e energia que se gastaram a contrariar tantos investimentos estrangeiros tivesse sido aplicada para fazer crescer os que já se faziam em Portugal, talvez hoje o país continuasse a ter patriotas e indignados de peito cheio, mas com menos carteiras vazias.


Não era preciso muito. Bastava uma simples investida estrangeira para controlar um banco ou empresa portuguesa e caía o Carmo e o Trindade, os indignados desdobravam-se em manifestos de contestação, os patriotas agarravam-se como lapas ao que julgava serem centros de decisão nacional, os bastidores políticos e empresariais fervilhavam com planos e alianças para boicotar as operações que vinham de fora – então se fosse da vizinha Espanha, aqui d’el Rey que o capital não passaria. 

No final, acabaria por passar, como estão hoje a passar os capitais de angolanos, chineses, franceses, árabes, tailandeses… E ainda bem que passam. Se todo o empenho e energia que se gastaram a contrariar tantos investimentos estrangeiros tivesse sido aplicada para fazer crescer os que já se faziam em Portugal, talvez hoje o país continuasse a ter patriotas e indignados de peito cheio, mas com menos carteiras vazias. Mas o mercado é, no final, uma equação simples de forças e poderes: de um lado está quem precisa ou procura, do outro está quem pode ou tem para oferecer, junta-se a oportunidade e o negócio acontece. 

Hoje já ninguém levanta poeira quando recebe a notícia de que o catalão La Caixa vai lançar uma OPA para controlar o BPI – já só perguntam quando é que acontece e quanto se pode ganhar com isso. Hoje já ninguém grita que é impensável ter quase 40% da banca nacional nas mãos de espanhóis – mas é isso que vai acontecer se a oferta for bem sucedida. E hoje já ninguém estranha que o futuro accionista de um dos principais bancos portugueses esteja nas mãos de investidores espanhóis, angolanos e também alemães – porque a decisão está sempre do lado de quem o dinheiro. 

E as empresas portuguesas, por mais que isso custe, não estão desse lado mais forte da equação. É por isso que hoje o país tem as maiores empresas de energia controladas por chineses, que partiu o seu principal grupo de telecomunicações para o repartir entre brasileiros e, agora, franceses, que tem capitais angolanos e espanhóis nos seus principais bancos, que entregou a sua maior cimenteira a um grupo brasileiro… não faltam exemplos de como o país entregou alguns dos seus melhores e maiores projectos empresariais nas mãos de investidores estrangeiros. Mas isso não são necessariamente más notícias. Se há ideia que esta oferta recente do La Caixa pelo BPI veio reforçar – estratégias empresariais à parte –, é que Portugal é capaz de atrair o interesse e o capital de investidores estrangeiros. 


O país teve capacidade e talento para construir uma banca moderna, para criar empresas inovadoras, para lançar produtos e marcas únicas, para promover centros de competência de nível mundial. Hoje tem os projectos, mas falta-lhes dimensão, estratégia e, acima de tudo, capital e investidores portugueses com massa crítica para comprarem o controlo das empresas nacionais que hoje é disputado por espanhóis, angolanos, franceses, árabes, chineses. O problema não é esse capital estrangeiro que entra em Portugal, que é bem vindo. O que é mau é ter deixado de haver investidores ou empresas portuguesas com músculo suficiente para apostar e crescer no seu próprio mercado. Por isso, sim, devia cair o Carmo e a Trindade. n

Helena Cristina Coelho      
00.05 h
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