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Mensagem por Admin Seg maio 23, 2016 11:29 am

QUANTAS VEZES? Yalanci_mukemmel_durust_bizler

Existe, na nossa sociedade atual, um vício admirável pela forma como nos abstemos de o reconhecer enquanto vício. É incrível, se assim o conseguirmos conceber, a forma como acabamos por nos limitar a nós mesmos e aos outros que nos rodeiam e ainda sentir felicidade por isso. Falo hoje de rótulos, caro leitor, e da forma vergonhosa como eles ainda se entranham nos nossos sistemas e na nossa vida e, ainda mais incrível, da forma ignorante como nós os assumimos e os queremos forçar.

Viver no século XXI leva-nos a pôr em perspetiva diversas situações, mas a questão deveria ser por que razão essas situações ainda estão apenas a ser postas em perspetiva e não trabalhadas mais afincadamente. O problema que nós não cuidamos ver e que se entranha nas nossas raízes é a forma como fomos educados para dar categorias às pessoas que nos rodeiam e até a nós mesmos. A categorização chega a ser tão grave que acabamos por nos agarrar a uma dessas categorias e organizar o nosso percurso todo em redor desse salário ao final do mês, dessa apresentação que não nos deixa felizes mas que nos garante aquele emprego, dessa religião que se sobrepõe a tudo aquilo que não é por ela englobado, a esse estilo de música que nos faz parecer mais porreiros. Existe toda uma necessidade abismal de pertencer algo, de ser algo, de fazer algo para que sejamos notados que, no fundo, nos dias que correm ninguém segue realmente aquilo que o faz feliz e vive amargurado sem sequer o notar. Notam-no apenas aqueles que decidiram dar-se espaço para ser tudo o que lhes pudesse interessar sendo que têm que aprender a lidar com os comentários maldosos e as imposições hipócritas daqueles que desejam ardentemente usufruir corajosamente da mesma liberdade.

Qualquer ato corajoso, caro leitor, deveria ser hoje idolatrado. Nem que seja o simples ato de sermos aquilo que somos antes de impormos a nós mesmos todos aqueles rótulos que nos ensinaram que era bonito ter enquanto crescíamos. Somos todos humanos, feitos da mesma matéria e, ainda que esse seja o nosso principal e único rótulo comum, esse é aquele que esquecemos regularmente. Preferimos ser “Senhores doutores”, “Benfiquistas”, “Sportinguistas”, “Artistas”, “Cientistas”, “Portugueses”, “Brancos”, “Pretos”, “Cristãos”, “Ateus” do que ser simplesmente humanos que vivem no mesmo lugar e cuja sua última estância será exatamente a mesma.

Não seria espantoso se, no meio de tantos rótulos, o único que nos servisse realmente fosse “idiotas”? Idiotas pela forma como afastamos um indivíduo porque no primeiro momento, mesmo que ele não tenha dito ainda uma palavra, já o categorizamos pela sua aparência? Ou é muito baixo, ou muito alto, ou tem tatuagens ou é muito gordo. Ou não se veste de acordo com o código de vestuário que aceitámos e os outros aceitaram para nós mesmos. Idiotas porque não conseguimos ultrapassar as nossas crenças que por vezes são tão falhadas, a noção de que não são os rótulos que importam e nos fazem ser mas são as atitudes que tomamos de coração e consciência. Não para impressionar o meu vizinho cuja conta bancária é mais recheada que a minha, mas porque sim, porque eu sou assim.

Pessoalmente pouco me importam as pessoas que chegam perto de mim e me dizem que são “Senhores doutores”. Não me poderia estar mais “nas tintas” para aqueles que ainda nem sabem o meu nome e já se vangloriam dos seus rótulos como se o limitar da sua existência fosse algo de que se orgulhar. Eu quero saber o ponto frágil daqueles que amo. A crueza da sua verdade. Quero saber se param no meio da rua para acarinhar e alimentar o animal abandonado. Quero saber se ajudam os pais ou os cônjuges nas tarefas de casa. Quero saber se respeitam o direito do outro estar certo ou do outro estar errado. Quero saber se têm tanta ou tão pouco certeza de si mesmos que as opiniões alheias não lhes importam.

Quero saber, acima de tudo, se conseguem ser livres na sua liberdade estreita não temendo as represálias de não pertencer á ideia base do comum mortal. Porque são essas as pessoas que vivem suficientemente em paz para, com paz, fazer o mundo avançar.

E a paz vem apenas de uma mente bem resolvida consigo mesmo, feliz com quem é e com quem cresceu para ser, deixando de lado o ego que repetidamente nos dizem que é positivo alimentar.

Se não somos felizes connosco mesmo é porque despendemos demasiado do nosso tempo a tentar manter uma fachada que não nos alimenta ao nível da alma. Como um castigo, quando vimos a fachada do outro cair, não conseguimos não apontar o dedo.

Caro leitor, não me importa que fachada usa ou quantas vezes impõe a si mesmo esses rótulos que acha que o fazem mais pessoa. O que me importa hoje é: quantas vezes fez o que queria, sem medo? Quantas vezes se negou porque a sua “posição” não o permitia? Quantas vezes alimentou a sua alma?

Inês Valadas
Escritora
22 Maio 2016      10:35
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